Na aurora de 27 de junho de 2026, o céu do Rio parecia
guardar um segredo antigo. O sol, em sua majestade dourada, iluminava a Loja
Estrela do Rio, que celebrava seus 177 anos de existência. Não era apenas uma
data: era o renascer de uma epopeia, o eco de uma estrela que jamais se
apagou.
O templo, adornado como um santuário, recebeu o Sereníssimo
Grão-Mestre André Santos Wanderley e sua comitiva. Sua voz, firme como o trovão
e suave como a brisa, exaltou a trajetória da Loja — resiliente como rocha,
luminosa como constelação. Em gesto solene, entregou o Diploma de Honra ao
Mérito e a Medalha Comemorativa dos 52 anos do GORJ, que foram depositados em
seu estandarte como relíquias sagradas, símbolos de eternidade.
O Ir. Everton Vasconcelos brindou a todos com uma palestra
que emocionou, principalmente por traduzir o espírito da Loja como sendo uma
entidade que através do exemplo ensina que o caminho da vitória reside na forma de enfrentar os ventos fortes que as
vezes assolam entidades centenárias e que somente sobrevivem quando adquirem o
poder de serem resilientes.
A Cunhada Renata Machado Barbosa, primeira-dama e guardiã da
Fraternidade Feminina do Cruzeiro do Sul, foi laureada como sacerdotisa da
palavra e da ação. Seu trabalho no site e no Jornal do GORJ foi celebrado como
chama que atravessa fronteiras, levando ao mundo a luz da fraternidade.
A primeira-dama agradeceu a honraria recebida, mas destacou
que todo o trabalho é fruto da união das cunhadas que abnegadamente se
ofertaram a missão de servir, especialmente as cunhadas Karol, Luciane e
Eduarda que receberam flores em respeito e gratidão a suas dedicações, tendo a
Loja ofertado a elas camisetas feitas pelo irmão Jonatas com a logomarca da
Loja e da Fraternidade Feminina do Cruzeiro do Sul para marcar o ressurgimento
daquela instituição de mais de 50 anos de serviços prestados.
O Venerável Mestre Olnecir Marques de Andrade foi igualmente
honrado, reconhecido como guardião da Estrela do Rio. Em seu discurso, evocou o
peso da responsabilidade que repousa sobre os obreiros: manter vivo o legado
recebido e assegurar que o estandarte da Loja jamais deixe de tremular, como
bandeira eterna de fé e união.
Naquele dia, não se celebrava apenas uma Loja. Celebrava-se
uma lenda viva. Cada palavra proferida tornou-se verso, cada medalha entregue
tornou-se símbolo, cada gesto de reconhecimento tornou-se mito.
A Loja Estrela do Rio não é apenas história: é constelação.
Brilha no firmamento da Maçonaria como estrela que guia, que protege, que
inspira. E assim, sob o céu do Rio, sua luz não apenas iluminou o presente —
mas prometeu eternidade.

